Empreendimentos públicos e privados apostam em energias renováveis

Foto de placa solar

10/02/2020

O sol é uma fonte de energia totalmente limpa e inesgotável, irradiado o ano todo no Brasil. Com o advento da tecnologia fotovoltaica, tornou-se possível a utilização dessa energia na produção de energia elétrica, trazendo inúmeros benefícios ao meio ambiente, futuras gerações e economia nas tarifas. Tudo isso com baixo custo de manutenção. Esse fato está incentivando novos projetos de energias renováveis por todo país.

Um exemplo é o projeto Mandala Solar realizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Juazeiro do Norte, que criou uma horta comunitária em formato de mandala, técnica de construção sustentável aplicada a pequenas plantações, que utiliza energia solar para alimentar seu sistema de irrigação. O modelo de vanguarda promove energia limpa e economia diante do alto custo da energia elétrica fornecida pela rede pública ou, até mesmo, poderá suprir a ausência dela em regiões isoladas, servindo de inspiração aos produtores agrícolas do semiárido nordestino.

Já o projeto de captação solar desenvolvido pela prefeitura de Juazeiro do Norte instalou 296 placas fotovoltaicas no alto de um ginásio. A iniciativa gera aproximadamente 118.492 quilowatts-hora (kWh) por ano, o suficiente para abastecer de eletricidade cerca de 65 famílias de classe média, com um investimento de instalação de R$ 650 mil. É importante ressaltar que no Nordeste encontram-se os melhores índices de radiação solar incidente por ano, com valores que atingem de 1.752 a 2.190 (kWh) por mês. No ano passado, o primeiro Arranjo Produtivo Local (APL), voltado para as energias eólica e solar, surgiu na cidade de Sorocaba, em São Paulo. O objetivo é reunir as empresas locais para reforçar a articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros importantes personagens da região, como governo, associações, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

Sorocaba, que fica a cerca de 100 quilômetros da capital, conta com 98 instalações que produzem energia solar com potência de 482 quilowatts (kW). Cerca de 25 empresas da cidade farão parte do APL, um grupo multissetorial para incentivar as energias renováveis. A ação tem o objetivo de dobrar a produção de energias renováveis e, dessa forma, a geração de empregos no prazo de dez anos.

Em 2015, o governo de São Paulo publicou dois decretos que incentivam a produção de energia elétrica por micro e minigeradores e de peças para os setores de energia solar e eólica. O decreto nº 61.439/2015 concede isenção de ICMS sobre a energia elétrica fornecida para microgeradores e minigeradores na quantidade correspondente à energia elétrica injetada na rede de distribuição.

Já o decreto nº 61.440/2015 oferece isenção de ICMS para a produção de equipamentos destinados a geração de energia eólica e solarimétrica. A medida isenta o ICMS das partes e peças de aerogeradores, geradores fotovoltaicos e torres para suporte de energia eólica.

Estão contemplados pela medida também os conversores de frequência de 1.600 kVA e 620 volts, fio retangular de cobre esmaltado de 10 por 3,55 milímetros e barra de cobre 9,4 por 3,5 milímetros. Assim o estado de São Paulo vem ampliando sua participação na geração de energia fotovoltaica. Sua capacidade instalada de energia solar é de aproximadamente 60 MW. A primeira usina paulista é a de Tanquinho, no município de Campinas, com potência de 1.082 KWp (medida de potência energética associada às células fotovoltaicas referente à quantidade máxima de energia elétrica que o sistema pode produzir em determinado instante) e capacidade de gerar 1,6 GWh por ano. Essa energia é suficiente para suprir cerca de 1.300 residências com consumo de 100 KWh/mês cada.

Existem ainda outros empreendimentos cadastrados em São Paulo com destaque para as instalações na Cidade Universitária e no Parque Villa-Lobos, ambos na capital. Ainda este ano, a Ambev vai inaugurar em Uberlândia, em Minas Gerais, uma usina solar capaz de gerar energia suficiente para abastecer 100% dos centros de distribuição que a companhia mantém no estado. O sistema combinado terá de 4.905 painéis solares e capacidade de geração de 1.815 kWp. Com isso, contribuirá para que 1.910 toneladas de CO2 deixem de ser emitidas, garantindo uma operação mais sustentável.

Fonte: PHB SOLAR - RSDEZOITO